Talvez eu não saiba lidar com o meu amor por você. Nunca fui tão
lógica e objetiva com os meus sentimentos programados por emoção.
Tenho unhas roídas de abstinência, valeu apena. Tenho um coração
atropelado pela ansiedade. E diga-me, finalmente, qual o tempo
necessário para gerar um sentimento?
Estou procurando fantasmas? O futuro é o túmulo crédulo da incerteza,
onde eu saberei dizer adeus, ou morrerei no sabor cálido dos seus
lábios, que pelo acaso congelam a minha pequena e humilde alma?
Digo lhes por fim, desapego:
Estarei pela companhia da minha pálida solidão até o fim dos tempos?
Assim sentirei uma falta incontrolada do seu ser ao longo de suas
lindas poesias, que já não leio e por fim não lerei mais...
Cada estrofe será um caminha de minha morte, assim como a palavra
calva em minha boca: adeus
Esse fio tênue e bambo da humanidade é lástima de um homem.
Por fim agora, me tornaste a mais miserável das mulheres...
A.Assis




Nenhum comentário: