Ando assim sei lá, meio que sei que nada sei nessa passada louca.
Sem tempo, dinheiro, embriagada, vinho barato e cigarros roubados,
hora sim, não, depois, bagunça, arrumar quarto, beber e dizer que te
amo.
Ando assim, pra frente, sem gente, despedaçada, me reinventando.
Pisa no acelerador, Poe gasolina, chora o passado, procurar emprego,
arrumar um namorado e dorme... Cama amarrotada de sentimentos.
Ando sem correr, corro sem mexer, falo sem amar, faço sem sentir,
sinto sem agir, escrevo sem querer.
Ando, assim, aceito o beijo de quem dispuser, carência se cura, não se
discute...
Ando querendo rezar, orar, seja lá o que for, mas faço se querer, sumo
sem falar, brigo sem chorar, choro não sei por que...
Fecho a porta, abro as discussões sobre um novo que ficou velho, sobre
um sonho que é só sonho... Realidade que não se faz subjetiva!
Ando, assim, querendo dizer o que nem sei, mas que arde, dói, rasteja,
pragueja, inunda,serpenteia da moralidade pra convicção.
Sinto falta até do que não tive, e por hora digito sem um nexo
previsto, ou definições cabíveis.
A.Assis




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